
As microcalcificações na mama são um achado relativamente comum em exames de imagem, especialmente na mamografia.
São pequenos depósitos de cálcio que aparecem no tecido mamário.
Não são palpáveis (não é possível sentir ao toque) e aparecem como pequenos pontos brancos visíveis apenas na mamografia.
O que são microcalcificações?
Na maioria dos casos, as microcalcificações são inofensivas e podem estar associadas a:
- Alterações normais da mama relacionadas à idade
- Processos inflamatórios
- Cistos mamários
- Secreção de leite (em mulheres que já amamentaram)
- Cicatrizes de cirurgias ou traumas
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Quando as microcalcificações podem preocupar?
O que realmente importa não é apenas a presença das microcalcificações, mas sim:
- O padrão
- A quantidade
- A distribuição
Características que exigem investigação
O mastologista pode suspeitar de alterações mais importantes quando as microcalcificações:
- Estão agrupadas
- Apresentam formatos irregulares
- Surgem em número elevado
- Aparecem em padrão segmentar ou linear
Nesses casos, podem estar associadas a:
- Lesões pré-cancerígenas (como hiperplasia atípica)
- Câncer de mama em estágio inicial, como o carcinoma ductal in situ (CDIS)
Qual é a conduta médica?
Microcalcificações benignas
- Apenas acompanhamento com mamografia de rotina.
Microcalcificações suspeitas
- Exames de imagem complementares.
- Quando indicado, biópsia estereotáxica (guiada pela mamografia).
A biópsia é o único exame capaz de confirmar o diagnóstico com segurança.
Microcalcificação é câncer?
Não.
Microcalcificações não significam câncer por si só.
No entanto, merecem avaliação médica adequada, pois em alguns casos podem indicar alterações iniciais.
Por isso, conforme diretrizes internacionais, recomenda-se que toda mulher a partir dos 40 anos realize mamografia anual, ou antes em casos de risco aumentado.